Como o slogan diz, e quem o viu em primeira mão pode confirmar,
a música começa aqui, no NAMM Show. Este magnífico evento, que se celebra anualmente em Anaheim, Califórnia, Estados Unidos, é considerado
a feira mais importante a nível mundial no que diz respeito a produtos musicais, tecnologia e áudio profissional. Neste espetacular acontecimento, onde se reúnem fabricantes e desenvolvedores de todas as partes do mundo, assim como reconhecidos artistas e engenheiros, são apresentadas as novidades e os últimos avanços tecnológicos concernentes a soluções de áudio, instrumentos musicais e a um sem fim de produtos relacionados com este setor.

O NAMM Show 2017, celebrado entre os dias 19 e 22 de janeiro deste ano, acaba de terminar e, nesta mini reportagem, queremos resumir as novidades mais importantes que foram apresentadas neste
Winter NAMM 2017. Não fique desatualizado e mergulhe connosco neste resumo informativo com o mais relevante do NAMM 2017!
Roland, o prestigiado fabricante japonês de instrumentos musicais e equipamentos eletrónicos de som, sempre gera muitas expectativas neste tipo de eventos. E, nesta ocasião, voltou a estar à altura das mesmas, apresentando
três novos modelos de interfaces de áudio USB. Esta nova linha de dispositivos, que vem trazer um sopro de ar fresco a este concorrido setor de produto, é composta por três interfaces de áudio USB denominadas,
Roland Rubix22, Rubix24 e Rubix44.

Os três sistemas oferecem um
excelente som, um fabrico robusto, um
tamanho compacto, um preço
acessível e funcionalidades imprescindíveis como, por exemplo,
pré-amplificadores de microfone de primeira classe, entrada de alta impedância para instrumentos, portas MIDI de entrada e saída, indicadores LED de fácil leitura, operabilidade silenciosa, drivers USB de
baixa latência, resolução de amostragem de até
192 kHz e o DAW
Ableton Live Lite. Uma das principais diferenças entre os três modelos é o número de entradas e saídas,
Rubix22 é uma interface de 2/2 E/S, Rubix24 de 2/4 E/S e Rubix44 de 4/4 E/S.
Destacável também tem sido a notícia de que
Universal Audio acaba de renovar a mais pequena das suas interfaces de áudio. A nova
Apollo Twin MKII vem com compatibilidade, através de thunderbolt,
tanto com Mac como com PC, pelo que os utilizadores de Apollo Twin já não estarão limitados a uma única plataforma, como acontecia até agora.

Além disso, este novo integrante da prestigiada série Apollo, renova os seus conversores AD/DA, oferecendo
uma maior margem dinâmica e uma menor distorção harmónica. Por outro lado, e isto talvez seja o mais relevante, a nova
Apollo Twin MK II incorpora 4 DSP Shark, duplicando a potência de processamento da
Apollo Twin Duo.
Continuando com as novidades, no que diz respeito a interfaces de áudio, outra importante notícia tem sido o lançamento da nova
Antelope Orion 32 HD.
Antelope, o fabricante das interfaces da moda –graças a uma reputação merecidamente conquistada- acaba de apresentar este novo sistema que, entre outras grandes vantagens, oferece
novas possibilidades aos utilizadores do ProTools. A
Antelope Orion 32 HD incorpora, além do seu
prestigiado relógio baseado na tecnologia AFC (Acoustically Focused Clocking) e cuja
precisão é a base do sucesso deste fabricante, uma série de características de altíssima qualidade, como os seus 64 canais de áudio, conexões D-Sub, ADAT, SPDIF e MADI, capacidades de conversão de 24bits/192kHz, conexões WordClock/Loopsync para uma sincronização precisa, e tecnologia de
processamento de efeitos em tempo real FPGA.

Se tudo isto não bastasse, a
Antelope Orion 32 HD não só oferece compatibilidade com a maioria dos DAWs do mercado –mediante
conexão por USB 3 Windows/Mac- mas também
inclui portas HDX para uma integração total com os sistemas
Pro Tools HDX e HD Native. Esta é, sem dúvida, uma excelente notícia para a grande comunidade de utilizadores desta plataforma da AVID.
RME também esteve em estreia, apresentando a sua
nova interface de áudio RME UFX II, uma versão com a mesma
qualidade da UFX+ mas com uma simplificação no esquema de conexões que, embora reduza o número destas eliminando a porta MADI, Thunderbolt, Firewire e USB 3, por outro lado,
oferece uma interface de áudio de grande qualidade a um preço significativamente inferior.

A interface
RME Fireface UFX II vem com uma
porta USB 2 e continua a conservar as portas ADAT/SPDIF, AES/EBU, MIDI IN/OUT, Word Clock IN/OUT, assim como os seus 8 canais de saída e os seus 12 canais de entrada com pré-amplificador de microfone em 4 deles. Esta nova interface de áudio da RME tem uma evidente
orientação para os estúdios de projetos que não necessitam de tantos canais mas que, no entanto, procuram resultados de grande qualidade.
Deixamos a secção das interfaces de áudio e entramos no
universo Dj que, como não podia deixar de ser, também vem carregado de
fantásticas novidades. Um desses novos lançamentos, e também um dos mais esperados depois de tantos rumores, é a
nova geração MPC da Akai. Este reconhecido fabricante aposta, de forma evidente, em retomar o rumo das
máquinas de produção autónomas, algo que muitos utilizadores reclamavam há tempo.

Akai MPC X e
Akai MPC Live são novos sistemas para samplear, gravar áudio e gerir sons e arranjos de forma autónoma, ou seja, sem necessidade de se conectar a um computador, fazem absolutamente tudo
de forma nativa através da sua própria plataforma de software AKAI MPC 2.0. Ambos os modelos atuam como superfície de controlo para o software MPC 2.0 e contam ainda com 16 pads sensíveis à velocidade, entradas RCA para giradiscos, 16 GB de armazenamento -com mais de 10 GB de conteúdo de sons incluído-, conector de unidade SATA 2,5 " (SSD ou HDD) e 2 portas USB-A 3.0 para unidades de armazenamento USB ou controladores MIDI.

Quanto ao
Akai MPC Live, este dispõe de um
ecrã tátil a cores de 7 polegadas, 4 potenciómetros Q-Link, bateria interna recarregável de iões de lítio, 2GB de RAM, 2 portas MIDI In/Out e uma ranhura para cartão SD. Por sua vez, o
Akai MPC X integra um
ecrã tátil de 10,1 polegadas e vem com 2 portas MIDI de entrada e 4 de saída, 16 Controles Q-Link sensíveis ao toque com ecrãs OLED e 8 saídas CV/Gate configuráveis para o controlo analógico de equipamentos modulares, como sintetizadores clássicos.
Continuando com as novidades dentro da família de produtos Dj, a
Denon apresentou três produtos muito interessantes. Um deles é o
Denon SC 5000, um leitor DJ com ecrã de controlo tátil de 7 polegadas que oferece, entre muitas outras funções, reprodução simultânea de duas faixas de áudio com controlo independente a 24bits/96kHz, 8 pads multifunções, Jogwheel de 8 polegadas com um ecrã central personalizável, 3 portas USB e ranhura SD para o carregamento de ficheiros de áudio, e
conexão LAN para interligar até 4 unidades.

Outro destes produtos é o
misturador de 4 canais, Denon X1800, que na opinião de muitos, é a aposta da Denon
para competir diretamente com o ilustre Pioneer DJM-900NXS2. Este novo misturador oferece conexões de phono/linha por canal, 2 portas USB para utilizar o misturador com dois computadores, ecrã OLED para o controlo de funções, equalização de 3 bandas e filtros independentes por canal, efeitos Sweep FX, duas conexões para microfones, 4 portas Link para interligar com outras unidades e saída MIDI.

Fechando esta requintada gama de produtos Dj da Denon, surge
o gira-discos Denon LV12. O primeiro que se destaca neste produto é o facto de ter sido
desenhado e realizado de raiz pela Denon. O gira-discos dispõe de um braço em forma de S feito integralmente de metal, oferece pitch ajustável a 8, 16 e 50%, funciona com velocidades de 33 e 45 RPM, e dispõe de iluminação RGB à volta do prato com controlo de cor e brilho.

Aprofundando um pouco mais nas novidades para DJs, encontramos Bitwig Studio 2, a evolução do que foi um dos primeiros programas de produção musical a combinar sequenciação linear e não linear em Windows, MacOS e Linux,
unindo tecnologias de ponta como a proteção de bloqueio de plug-in e uma interface de utilizador altamente flexível e ágil. Esta é a primeira atualização completa que este interessante e potente
software de produção musical experimenta.

A versão atual do Bitwig Studio continua a oferecer um dos sistemas de
modulação mais flexíveis e potentes da indústria, o qual foi completamente reformulado, incluindo
24 novos moduladores que proporcionam possibilidades quase infinitas. O Bitwig Studio 2 incorpora uma grande quantidade de ferramentas entre as quais se incluem: Spectrum Analyzer, Phaser, Pitch Shifter, Treemonster –um modulador de anel-, Note Harmonizer, entre outros.
Para ir fechando esta família de produtos Dj destacamos
Toraiz As-1, o novo
sintetizador analógico monofónico da Pioneer –desenvolvido
em colaboração com a Dave Smith Instruments- focado tanto na
produção em estúdio como ao vivo. Este inovador sintetizador - o segundo instrumento musical da série Toraiz- vem trazer novas possibilidades criativas tanto para o trabalho em estúdio como para as produções ao vivo.

O sintetizador
integra um motor de síntese analógico completamente programável, baseado nos circuitos analógicos do sintetizador
Prophet-6 da Dave Smith Instruments. Com este novo instrumento, a Pionner quer oferecer um sintetizador muito simples de usar mas com uma quantidade de presets que permitam ao utilizador, tanto profissional como amador, dispor de uma ferramenta muito completa com a qual modelar sons para diferentes tipos de projetos.
Toraiz As-1 oferece o
verdadeiro som analógico do 'Prophet-6' da Dave Smith Instruments, dois osciladores controlados por voltagem, dois filtros controlados por voltagem, dois geradores de envelope, um amplificador e um oscilador de baixa frequência controlados por voltagem e uma programação completa com 495 presets, 495 programas de utilizador, programas de acesso rápido,
motor Dual FX com sete efeitos (seis do sintetizador Dave Smith Instruments Prophet-6), teclado tipo touchpad e controlo deslizante, arpejador, sequenciador de 64 passos com bloqueio sequencial, ecrã OLED, fácil conexão ao PC / Mac ou a um dispositivo MIDI externo e um design muito robusto dentro de um chassi metálico.
Continuando com este
balanço do NAMM 2017, a meio caminho entre a música eletrónica e o rock sinfónico, paramos no reconhecido fabricante japonês
Korg, que
nesta edição do NAMM também apresentou vários produtos muito interessantes. Um bom exemplo é o lançamento do ARP Odyssey FS, uma
réplica do lendário sintetizador duofónico da Korg que se tornou muito popular a partir dos anos 70 e que tem sido utilizado por uma infinidade de grandes músicos como Herbie Hancock, George Duke, John Lord, Kraftwerk ou YMO.

Este lançamento trava, de alguma forma, a tendência deste fabricante para criar sistemas de teclas reduzidas. Como uma
alternativa ao ARP Odyssey, uma versão com um teclado slim e de tamanho reduzido em 86% em relação ao original,
a Korg criou o ARP Odyssey FS, um esperado modelo com um
teclado padrão. Este novo sintetizador mantém-se fiel ao original, respeitando todos os seus detalhes, incluindo o som, estabilidade, aparência e tamanho, mas com a
fiabilidade de um sintetizador novo.
Por outro lado, também foi exposto o novo Korg GrandStage, um novo
piano de palco com aspeto vintage que se apresenta em duas versões, de 76 e 88 teclas, e vem com
7 motores de som e 8 categorias de instrumentos.

Outra boa notícia que a
Korg nos oferece é o salto de uma das Apps mais populares no iOS para o computador. O
Korg Gadget é um
estúdio virtual portátil –que em breve poderá tornar-se uma alternativa ao Reason- que inclui mais de 30 plug-ins, em versões AU, VST, AAX e NKS e um sequenciador integrado.

Para concluir este mini relatório sobre
os destaques do Winter NAMM 2017, mencionaremos o novo monitor da
Dynaudio Pro, da sua reconhecida linha LYD, chamado
Dynaudio Pro LYD-48.

Este novo monitor de estúdio, adequado para trabalhar tanto em campo médio como em campo próximo, é um sistema de três vias com woofer de 8”, médios de 4” e tweeter de 1” que integra um amplificador de classe D e que está
otimizado para trabalhar a baixo volume oferecendo uma qualidade de 24bits/96kHz. Por sua vez, a
Neumann apresentou o seu primeiro
monitor de estúdio que incorpora tecnologia DSP chamado
Neumann KH 80 DSP, um monitor compacto de 4” que pode ajustar a sua resposta em função das características da sala.

Espreitando os
sistemas Pro Audio descobrimos a
nova série de mesas digitais de palco da Allen & Heath denominada dLive C Class, que é uma versão mais compacta da bem-sucedida série dLive S. Esta nova gama de produtos também é composta por três modelos de superfícies de controlo,
dLive C1500, C2500 e C3500 e, tal como na série grande, são acompanhadas por três modelos de racks de mistura,
CDM32, CDM48 e CDM 64.

A nova série dLive C Class
pretende abrir a plataforma dLive a um espectro mais amplo de funções tanto para AV como para instalação e eventos ao vivo e, ao mesmo tempo, torná-la acessível a pessoas que não querem transportar ou instalar uma plataforma profissional de grande dimensão.
Desta forma, chegamos ao fim deste artigo onde analisámos
o que nos deixou esta edição do NAMM 2017. Estes são alguns dos produtos mais destacados. Durante as próximas semanas iremos aprofundar as características de muitos deles. Por isso,
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