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ENTREVISTA A SÉRGIO MOLINA, PROFESSOR DE PRODUÇÃO MUSICAL NA MICROFUSA MADRID

ENTREVISTA A SERGIO MOLINA, PROFESOR DE PRODUCCIÓN MUSICAL EN MICROFUSA MADRID

Um dos aspetos do nosso Diploma de Técnico de Som é a produção musical. Para conhecer em profundidade esta matéria, falámos com Sergio Molina, professor na Escola MicroFusa em Madrid

  Comprometido com praticamente qualquer género, Sergio Molina é produtor, técnico de som, compositor e músico com formação em Solfejo, Piano e Harmonia. Na Escola MicroFusa de Madrid, é professor de Produção Musical em cursos como o Diploma de Técnico de Som. É também fundador da Moba Studios, um estúdio de gravação em Alcalá de Henares. Com uma das salas mais amplas entre os estúdios de gravação em Madrid, um controlo que funde o mundo analógico com o universo digital, uma cabine de amplificação, cozinha, sala com sofás, televisão e tudo o necessário para se sentir confortável e inspirado. Reconhecido com o prémio de “Melhor Álbum Pop Alternativo” na XIV Edição dos Prémios da Música, com Javier Álvarez. A sua paixão pelas produções independentes anglo-saxónicas, das mais retrô às mais modernas, é uma grande influência no seu trabalho. Na composição, destacam-se as suas mais de 500 horas de bandas sonoras escritas e produzidas com participação em séries como Doctor Mateo, Con el Culo al Aire, Cuestión de Sexo ou Gym Tony. Encontramos Sergio a estudar. Pode chamar a atenção em alguém com o seu currículo. Mas é mais um indício da sua tenacidade, da sua profissionalidade e realça a importância de uma formação constante neste meio. Ele abre-nos um espaço para conversarmos com ele sobre um dos aspetos mais importantes na elaboração de um tema ou um álbum: a produção musical. ENTREVISTA A SERGIO MOLINA, PROFESSOR DE PRODUÇÃO MUSICAL EN MICROFUSA MADRID

Como te iniciaste no mundo da música?

Sou filho único e não tive nenhum irmão mais velho que me iniciasse nisto da música. Por isso, tive de descobrir através da investigação. Lembras-te dos Max Mix dos anos 80? E lembras-te das cassetes? Pois com o clássico método de ir parando as cassetes, fui vendo como as faziam. Os meus pais notaram a minha paixão pela música, por isso, inscreveram-me no conservatório para estudar Solfejo e Piano. Naquela época, também não havia muitas outras opções. Só que, então, descobri o rock, a bateria e os teclados. No início dos anos 90, comecei a tocar com pequenos grupos de Madrid e, mais tarde, com grupos maiores como Jet Lag ou Sexy Sadie e gravei alguns discos com Paco Loco e Javier Álvarez (com quem ganhámos um prémio).  

Estudaste solfejo, piano e harmonia. Como descobriste o teu interesse pela produção musical?

Durante aquela época, comecei a interessar-me por tudo o que estava relacionado com a gravação de discos, então estudei um módulo de Técnico Superior de Som. Aproveitando o embalo do prémio conseguido, montei um pequeno estúdio e consegui entrar no mundo da televisão. Eram os primeiros anos deste século e comecei com as minhas primeiras bandas sonoras. Isso deu-me dinheiro para criar a Moba Studios. E continuo lá, com as bandas sonoras, a produção musical… ENTREVISTA A SERGIO MOLINA, PROFESSOR DE PRODUÇÃO MUSICAL EN MICROFUSA MADRID

E em que consiste a produção musical? Que papel desempenha na criação de uma peça musical?

A produção musical consiste em tirar o melhor da música que te trazem. Para além dos arranjos, uma canção é uma sucessão de acordes, harmonia e ritmo. A canção é a chefe. E, no momento de produzir, é preciso ter em conta os gostos do grupo, o seu estilo, a mensagem que querem transmitir, até onde querem chegar. A produção musical é, em suma, um compêndio de criatividade e técnica. Encontram-se produtores que se destacam mais na criatividade e outros que dominam mais a técnica. Mas o realmente importante é saber unir as duas. E para isso, é necessária uma visão musical global. Tens de ajudar o grupo tanto no aspeto artístico como no técnico; com os acordes, os arranjos,…  

Quais são as chaves para conseguir uma boa produção? Que equipamento é necessário? Como deve ser um bom produtor?

A chave é uma boa canção. É a base de tudo. Como dizem, embora a macaca se vista de seda, macaca fica. E, reitero, a partir disso, analisá-la bem, ver para onde o grupo quer ir, entender a sua mensagem, ver o seu som e ir sempre a favor deles. Paco Loco dizia-me para imaginar os Beatles com outro som. Não os consegues imaginar, certo? A parte artística e a parte técnica têm de estar ligadas para conseguir o som que cada grupo necessita. Um grupo precisa de um som mais limpo, outro precisa de um som mais sujo, outro mais vintage. Os grupos underground tinham um som mais sujo e é impossível imaginar os Beatles sem o seu som tão característico. Trata-se de conseguir o casamento perfeito entre som e criatividade. Porque cada canção tem o seu som. E um bom produtor não precisa de muita coisa. Deve ter claro o que quer fazer. Ter uma boa ideia e remar para ela. Não precisas de um Abbey Road. Claro que com mais equipamento tudo sai muito melhor. Mas, na verdade, se tens a ideia clara é muito mais importante do que o equipamento que possas ter. moba studios

Fala-nos da Moba Studios. Como é o teu estúdio?

Moba Studios é um híbrido entre analógico e digital. Mas é lógico, a minha geração formou-se entre ambos os mundos. Por exemplo, tenho uma mesa de mistura MTA-980 precisamente de quando Malcolm Toft deixou a Trident, uns echos Premium, uns pré-amplificadores Universal Audio para dar cor, uns compressores analógicos Bettermaker que podes controlar a partir do computador. Claro, todo o sistema digital de computador, muita máquina de síntese, caixas de ritmo, uma sala com guitarras, amplificadores e pedais… Em suma, é um estúdio híbrido de técnica e criatividade. moba studios

Que saídas profissionais tem formar-se como produtor musical ou como técnico de som?

Atualmente, o setor dos videojogos está em alta. É preciso música e efeitos, um híbrido entre produtor, músico e programador. A pós-produção continua a funcionar. Também continua a funcionar o trabalho de produtor para séries com as novas plataformas de streaming. E, claro, a produção musical de novas músicas como o hip hop ou o trap, mas, sobretudo, a música eletrónica e a música urbana. Antes víamos a música eletrónica como o futuro, mas agora já é o presente. Qualquer pessoa que queira formar-se como produtor musical ou técnico de som tem de aprender a dominar os aparelhos eletrónicos. A eletrónica é importante. Por outro lado, em direto há alguma coisa, mas neste momento a situação não está para grandes festejos. E também há alguma coisa a nível de redes em podcasting. Mas não há muito dinheiro e é um mundo muito difícil.  

O que aconselharias àqueles que querem iniciar-se neste meio?

Que gostem muito e que sintam autêntica paixão por isso. Se não, haverá gente que os ultrapassará pela direita e pela esquerda. E que sejam muito profissionais: nos prazos de entrega, na capacidade e na qualidade. É um mundo muito bonito, mas é preciso trabalhar muito. É importante também saber um pouco de tudo: diretos, videojogos, um pouco de música… Quanto mais puderes abranger, mais opções terás. produccion musical Sergio Molina contou-nos algumas coisas muito interessantes sobre como iniciar-se no mundo da música e sobre a produção musical, uma disciplina importante em cursos como o Diploma de Técnico de Som, mas também noutras opções de formação que encontrará nos diferentes cursos disponíveis nas Escolas MicroFusa de Barcelona, Madrid e também Online. Seja como o Sergio, forme-se.  
MICROFUSA / ESCOLA BARCELONA Ronda Guinardó, 65. Barcelona / Tel.: 934 353 688 MICROFUSA / ESCOLA MADRID Paseo de Juan Antonio Vallejo – Nájera Botas, 59. Madrid / Tel.: 917 024 592 MICROFUSA / FORMAÇÃO ONLINE
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