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O áudio importa! Analisamos o papel fundamental que o som desempenha no contexto audiovisual

¡El audio sí importa! Analizamos el papel fundamental que juega el sonido dentro del contexto audiovisual

Tratado muitas vezes como um elemento de menor importância, o áudio é, no entanto, uma peça-chave em qualquer produção audiovisual. Em seguida, analisamos a enorme importância do som no contexto audiovisual.

Comumente, quando se pensa numa maior qualidade dos conteúdos audiovisuais e em sistemas de reprodução de última tecnologia, a primeira “imagem” que surge na mente da grande maioria é a de uma melhor qualidade e definição das tramas de vídeo ou a de um espetacular e inovador ecrã extrafino Ultra HD 4K com sistema Ultra Luminance, para citar alguns exemplos. Em geral, poucas pessoas – mesmo que apreciem uma boa qualidade de som – repararão, à primeira vista, no áudio. O mais habitual é que o pensamento as leve a focar-se diretamente na segunda parte deste adjetivo composto, ou seja, no visual.  

A hierarquia dos sentidos

De acordo com um estudo recente do Instituto Max Planck de Psicolinguística, os verbos que se referem à visão são predominantes nas diferentes culturas e representam mais de 60% do vocabulário utilizado em relação aos sentidos. O mesmo acontece com as expressões que incluem este sentido. Podemos resumir este facto com a seguinte frase recolhida de uma revista do setor relacionada com o som profissional: “Nunca perca de vista que o som é uma parte fundamental de um bom filme…” É curioso observar que para realçar a importância do áudio se utiliza uma expressão que inclui, como não, o sentido da visão. Isto, que pode parecer paradoxal, representa uma realidade: durante muito tempo, o som tem sido o irmão mais novo da imagem e do vídeo. Por outro lado, alguns estudos defendem que cerca de 50% do cérebro humano está dedicado ao processamento visual e que gerimos o conjunto das experiências do dia-a-dia através do sentido da visão. Provavelmente, seja por algumas destas razões de hierarquia dos sentidos que, neste binómio formado pela audição e pela visão, o primeiro sentido fica sempre deslocado para segundo plano. Seja por cultura, costume ou biologia, em geral, acredita-se que se tolera muito melhor um som pobre do que uma má imagem como se, nesta inter-relação, o áudio fosse um elemento de categoria inferior e com uma influência menos significativa no resultado final.  

Vídeo vs áudio

Se tivesses de escolher entre um vídeo com uma boa resolução de imagem, mas com uma má qualidade de áudio, ou o oposto, um vídeo com uma qualidade pobre, mas com um som claro e definido, com qual ficarias? Com qual das duas opções consideras que te sentirias mais à vontade ou, melhor dito, menos desconfortável? A esta pergunta, pelo que se pôde verificar, a maioria das pessoas considera que admitiria melhor a primeira opção, ou seja, que é preferível um vídeo de boa definição, mesmo que o som seja sensivelmente regular.

No entanto, isto não corresponde à realidade. Ou, por outras palavras, não há uma consciência generalizada do papel fundamental e extraordinário que o som desempenha no contexto audiovisual e do quão é imprescindível se se deseja alcançar uma experiência audiovisual completa, estimulante e enriquecedora. Se formos mais longe, podemos observar que isto não parece ser apenas uma perceção errónea de uma grande maioria de consumidores. Em geral, parece que até os próprios fabricantes de sistemas audiovisuais têm o som em menos conta do que merece. Serve de exemplo os modernos televisores ultraplanos, nos quais se observa um cuidado desmesurado pela elegância, o design fino e a alta definição do ecrã, algo que dista muito do tratamento que se dá ao sistema de som que incorporam, o qual, por norma, deixa bastante a desejar. Isto deve-se principalmente a que, na obsessão por reduzir o tamanho dos televisores, fica muito pouco espaço para colocar altifalantes decentes. Assim, a busca pelo baixo consumo faz com que os amplificadores sejam limitados em potência. Há algum tempo, apareceu um vídeo muito curioso nas redes sobre esta questão. Uma explicação muito “gráfica” – outra vez um adjetivo visual para se referir ao som – sobre a importância do áudio em relação à imagem. [video:https://www.youtube.com/watch?v=-PLMiA18tBc align:center] Obviamente, a questão não é se o áudio é mais importante que o vídeo ou vice-versa. Nem se é preferível uma má imagem a um áudio de baixa qualidade. Não há motivos – e menos ainda com o barateamento da tecnologia – para não desfrutar da máxima resolução tanto no vídeo como no áudio. O que tentamos esclarecer é o lugar que realmente corresponde ao áudio, ao som e à música, neste mundo tão visual.   “Em geral, acredita-se que se tolera muito melhor um som pobre do que uma má imagem como se, nesta inter-relação, o áudio fosse um elemento de categoria inferior e com uma influência menos significativa no resultado final”  

A importância do áudio no meio audiovisual

Assim sendo, sem entrar em detalhes sobre as qualidades excecionais do ouvido como sentido – permite-nos manter o equilíbrio para poder caminhar sem cair, ajuda-nos a localizar elementos no espaço, protege-nos de perigos que não vemos ou permite-nos experimentar emoções profundas ao ouvir determinadas melodias –, queremos situar este extraordinário sentido no lugar que lhe compete, tomando como elemento de análise a importância do áudio no meio audiovisual. O material de áudio pode ser composto por sons naturais, música, som ambiente, efeitos, ruídos, silêncios, entre outros. A sua observação pode focar-se em dois aspetos. Por um lado, temos a influência do som num determinado conteúdo de um ponto de vista puramente artístico, criativo e/ou como parte substancial para poder compreender ou interpretar tal conteúdo. Por outro lado, está a importância da qualidade do material sonoro. Algo que também é crítico no resultado final. Neste caso, o que se analisa não é a relevância do som de um ponto de vista criativo, já que, em primeiro lugar, isso é algo bastante mais subjetivo e, em segundo lugar, é um tema muito extenso que se aprofunda noutro tipo de questões, sem dúvida muito interessantes, mas que deveriam ser tratadas noutro contexto. Dito isto, não é demais sublinhar que este é um aspeto muito relevante do som. Vale a pena mencionar que a ambientação sonora e musical, dentro do contexto audiovisual, é uma arte que consiste em escolher esteticamente, no sentido mais amplo desta palavra – estilo e tema, género, harmonia, beleza, mensagem, etc. –, a música, o som ou efeito mais adequado para uma determinada imagem ou sequência.

O som num ambiente audiovisual, longe de ser apenas um complemento substancial da imagem, tem uma influência no nosso cérebro que é determinante. Tanto é assim que, inclusive, pode modificar o sentido ou mensagem que nos transmite uma imagem, por mais clara, precisa e direta que esta seja. Uma paisagem bucólica e agradável pode mudar radicalmente se for acompanhada por harmonias dissonantes e ruídos de baixa frequência, transformando-se numa sequência inquietante. Claro que, para que isto cause a sensação desejada, a qualidade, definição e riqueza do som devem ser máximas. O som, então, influencia de forma essencial na reconstrução mental que se realiza no cérebro do conjunto do conteúdo visual e sonoro. Como já mencionamos, outro dos principais motivos pelos quais uma boa resolução de áudio é importante é que é fundamental na compreensão e apreciação da mensagem. Reportagens, documentários, filmes, tutoriais do YouTube, anúncios, perdem uma considerável influência sobre o espetador se, apesar de ter uma imagem de alta definição, o som for confuso ou incómodo de seguir ou, simplesmente, pouco atraente por falta de desenvolvimento e riqueza.   “O som num ambiente audiovisual, longe de ser apenas um complemento substancial da imagem, tem uma influência no nosso cérebro que é determinante.”  

O ambiente e o equipamento

Assim como é importante ter condições adequadas – intensidade da luz ambiente, distância, etc. –, não só para poder apreciar melhor o ecrã, mas também por questões de saúde e cuidado da visão, também são necessárias determinadas condições acústicas para poder tirar o melhor partido dos teus sistemas de referência. Um ambiente com um acondicionamento acústico adequado, um equipamento de reprodução e uns sistemas de referência ótimos serão tão importantes quanto a nitidez e o realismo que o ecrã nos oferece.

Televisão de última geração com ecrã ultra HD, claro que sim, mas e se experimentares ligá-la a um bom sistema de áudio HI-FI? A música com o teu iPhone da tua aplicação favorita de música via streaming soará muito melhor com um DAC de qualidade. Gravar vídeos-reportagem com um smartphone é algo que está muito na moda e ao alcance de todos, mas se quiseres dar distinção aos teus trabalhos, adiciona-lhe um bom microfone para câmara.

Rode VideoMic Me – Microfone para Smartphones

 

O futuro da era digital já está aqui

Novas propostas como Verse – uma plataforma concebida para desenvolver conteúdo digital valioso e significativo (especialmente vídeo) que atraia de forma eficaz as audiências num mundo móvel e digital – estão a desenvolver conteúdos audiovisuais que permitem aos espetadores envolverem-se, tomarem decisões e escolherem; navegarem, acederem a elementos para obter mais informação, comprarem serviços, retrocederem, seguirem as diferentes histórias de diferentes direções ou, até, interagirem com os protagonistas. Embora este artigo analise a importância do áudio associado ao vídeo ou imagens, é de salientar que o áudio segue o seu próprio progresso constante de forma independente. Embora nesta ocasião não seja oportuno aprofundar este aspeto, é interessante apontar tecnologias como o som 3D ou áudio imersivo, que permite criar conteúdos sonoros capazes de replicar sons e situações reais que oferecem ao ouvinte uma experiência auditiva 360º – e, em certo sentido, também visual – realmente impressionante, capturando instantaneamente a sua atenção.

Schoeps ORTF-3D - Conjunto de microfones 3D de som surround

  Do ponto de vista do marketing, um dos principais impulsionadores do desenvolvimento e evolução da tecnologia audiovisual, o áudio digital é uma ferramenta muito potente. Dia após dia, o número de pessoas que consomem áudio digital continua a aumentar. Um dos formatos mais potentes atualmente são os podcasts, cada vez mais avançados, orientados e personalizados. Em suma, o cinema, os anúncios publicitários, a poderosa indústria dos videojogos, os portais de conteúdos como o YouTube ou o Vimeo, entre muitos outros, dependem desta estreita inter-relação entre o sonoro e o visual. Por este motivo, é indubitável que, num futuro com conteúdos audiovisuais de maior qualidade, o áudio terá um papel protagonista. Se necessitares de mais informações sobre este ou outros artigos da Microfusa, entra em contacto connosco, teremos todo o gosto em ajudar-te.
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