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BITWIG STUDIO, DAW PARA DESCOBRIR

BITWIG STUDIO, DAW PARA DESCUBRIR
O BitWig Studio sempre foi uma DAW que me chamou a atenção, não só pelas semelhanças com outras DAWs como o Ableton Live (vista de sessão), mas também pela sua interface visual, escura e atraente. Quando se começa com um novo software, a verdade é que dá um pouco de preguiça voltar a começar do zero, ainda mais quando na escola Microfusa já ensinamos 4: Ableton Live, Reason Studios, Apple Logic Pro X e Avid Pro-tools. Sou um grande fã e utilizador de Reason e, por vezes, de Ableton Live e Studio One da Presonus, tal como já fui de Logic. Com o BitWig encontrei algumas semelhanças com as DAWs que mais uso e de que mais gosto. Muitos de vós estarão de acordo comigo, ou pelo menos um pouco de acordo comigo, de que o programa perfeito não existe. Para vos dar uma informação adicional, a Microfusa/Zentralmedia é o distribuidor de todo o mercado ibérico do BitWig Studio. Acho importante dar uma oportunidade a uma DAW como esta, pelo menos experimentar a Demo.

Coisas de que gostei à primeira vista:

Realmente muitas coisas… mas vou destacar algumas delas que me pareceram das mais interessantes:
  • Interface visual: para mim é um dos aspetos bastante importantes a ter em conta, vou passar muitas horas a trabalhar com a ferramenta e gosto que me pareça atraente.
  • O fluxo de trabalho: Já tinha experimentado versões anteriores do BitWig, outro ponto a favor e dos fortes, é o workflow que tem, rápido e intuitivo.
  • A vista de inspetor: certamente é uma ideia retirada de outros softwares, o Studio One também a tem, assim como o Logic, outra vista importante sobretudo se trabalhar com um portátil de 13” como é o meu caso e só quiser focar-se numa faixa.
  • Misturador na vista Arrange: Poder ver o misturador abaixo na vista arrange, para não ter que mudar constantemente de ecrã.
  • O grid: não sou muito fã do sistema modular, falando com toda a sinceridade, mas ei… achei esta nova incorporação espetacular, isto no Reason, por exemplo, o conceito CV e sistema modular já o traz, sobretudo para um terreno mais “analogicamente falando” pela sua interface. Cada programa tem o seu.
  • Modulações: De todo o tipo… para não aborrecer.
  • O misturador: Poder personalizar a visualização, um pouco mais customizada, podendo ver os medidores maiores, ocultar as cenas, etc… O misturador é outra coisa que me chama a atenção.
As edições de áudio e MIDI são intuitivas e rápidas. Poderia continuar, mas realmente há muitas coisas de que gostei como DAW. Da mesma forma que há coisas de que gosto no BitWig, também há as que não.

Coisas de que não gostei:

Há sempre algo de que não gostamos, mesmo na nossa DAW favorita, insisto, não acredito que não haja algo que possas criticar ou que gostarias que melhorassem no teu programa favorito. Coloquei algumas delas, não há muitas, talvez pensem que sou um pouco exigente…:
  • O browser: é verdade que parece bem organizado, mas pessoalmente causa-me confusão algumas vezes, quando procuro algum dispositivo e os seus presets.
NOTA: Penso que seria mais fácil ver o dispositivo e abri-lo com um separador e ver os presets que cada um tem. Também quero justificar que o devo ver assim porque venho de tocar outras DAW nas quais estou mais habituado desta maneira, portanto é uma crítica a meias.
    • Os canais de retorno no arranjo vs misturador/sessão: desativá-los no arranjo para ter espaço e que também te afete o misturador, no misturador seria bom que fossem visíveis independentemente de os ter escondidos no arranjo.
    • Canal mono/estéreo: isto já se via noutras DAWs, não ver se é mono ou estéreo, ter que ver através do medidor se a esquerda e a direita vão ao mesmo tempo ou ter que usar um plugin para o pôr em mono.
    • Dual Pan: sinto falta de um dual pan numa faixa estéreo, suponho que tenha muita relação com o ponto anterior.
  • A política de pagamento de 12 meses para ter atualizações do software assim como upgrades: Aqui penso que é onde alguns utilizadores se retraem com isto, a preguiça de ter que pagar este plano de 12 meses para ter atualizações ou os upgrades. Noutros programas não há este tipo de pagamento, mas quando sai um upgrade de versão paga-se ao mesmo preço.
Assim como há muitas coisas de que gostei muito, também há outras coisas de que não gostei.

Conclusões

Sejamos claros, o BitWig é um software super completo, ao mesmo nível de outras DAWs da sua concorrência para a produção de música eletrónica. Tem todos os dispositivos necessários para encarar qualquer tipo de produção que se proponha (House, techno, trap, pop, hip hop, etc…), assim como para fazer uma performance ao vivo. O fluxo de trabalho é elevado, estes são pontos muito fortes na hora de escolher um software. Como dizemos na escola Microfusa, não importa que software use porque todos soam igual ou parecido, como o quiserem entender melhor (a não ser que me possam provar o contrário). Hoje em dia têm muita concorrência e custar-me-ia acreditar que algumas delas quisessem ficar de fora. Assim, se em vez de entrar em comparações absurdas de motores de áudio, que tal experimentar esta bonita DAW para dissipar essas dúvidas? Para fazer um esclarecimento positivo e conclusivo, gostaria de acrescentar que encontro mais coisas boas do que más neste software, sobretudo comparando com a primeira versão que lançaram em 2014, tudo melhorou para melhor, incluindo a compensação da DSP. Recomendo a 100% a compra deste software, para a criação musical, o workflow, os plugins, para a mistura, ... etc. Animo a tod@s a experimentá-la. Review por Adrià Casadevall, Professor de Produção da escola Microfusa, Barcelona
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